#Intro#
Artémis começou a aparecer passados segundos de Apolo ter sumido, e um dos meus servos depressa veio-me avisar:
- Meu Senhor, está um rapaz lá fora a pedir asilo, diz conhecê-lo.
- Mande entrar...
#------#
Finalmente, a grande porta de pedra abriu-se. Entrei, e voltou-se a fechar. Egipto, o fascínio dele. Hieróglifos esculpidos na parede, colunas envolvidas nos cantos da sala, tapetes importados de lá, e um arco, com um leão de cada lado, com uma cortina vermelha que tapava o lado de lá, e dizia na curva do arco 'Libertatem Concursum Semper', esculpido e a dourado. Lembrava-me de tudo.Avancei até lá, toquei-lhe e senti uma coisa estranha. Talvez fosse medo de não ter a certeza do que ia encontrar do outro lado. Afastei-a, sem olhar dei um passo, e abri os olhos outra vez. Parecia um sonho, mas ao contrário da outra sala, não me lembrava de nada, totalmente diferente. Enquanto a outra era uma simples entrada, esta era um salão. Chão de mármore puro e linhas pretas que contornavam tudo, um caminho principal até ao fundo, colunas com homens esculpidos, como se estivessem a sustentar o tecto, três piscinas de água límpida e pétalas de rosa a boiar de cada lado. Na parede, várias cenas gregas representadas.
E lá estava ele, deitado no seu sofá grego, como se fosse Rei do Mundo. E era... Rei do Mundo dele. Em vez de uma toga branca, nu, completamente ao natural. À volta dele, seda que caía do céu e estendia-se no chão, e dois homens que falavam com ele. Comecei a andar. Reparei nas pessoas, homens, e mulheres também, que não paravam de beijar-se e outras coisas... fora e dentro das piscinas... por ali. Antes de pisar a seda, ajoeilhei-me. Quando ele reparou em mim, disse:
- Adónis, és tu? - ridicularizou.
Eu levantei a cabeça e ri-me.
- Argos Cendyl Aegla, és mesmo tu?
- Sim, tio.
Espero que tenham gostado (claro, vai haver mais) :)
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