Até prova em contrário, vou começar a considerar-me pansexual.
As minhas emoções e atracções não devem ser limitadas por uma palavra, se a experiência não existe para excluir o todo.
As correntes impostas pela sociedade começam a enferrujar, e um mundo de liberdade emocional brota dentro da mente humana.
Oprimidos conformistas, oprimidos preconceituosos, oprimidos hipócritas, não demonstram mais do que uma auto-opressão, um auto-ódio, uma auto-autoridade também, oprimidos opressores, autoritários. Se exercem a sua autoridade sobre outros ou eles próprios, é indiferente, continuam inimigos da liberdade.
Mesmo que digam o contrário, é isso que demonstram quando soltam a sua energia negativa, quando não agem como falam, bem ou mal cientes disso, repetindo o acto. Este repetir o acto é importante, porque eu posso errar e corrigir, ou fazer por isso, mas posso errar e voltar a errar e errar, o que demonstra essa hipocrisia.
Convém salientar que o opressor é também oprimido, mas que o oprimido não é necessariamente opressor. Se eu for oprimido por alguém, mas não continuar a cadeia de opressão, já não sou opressor, este sim é um acto de rebeldia.
Porém, pensado nisto, surge-me um problema, será que se responder à opressão de quem me oprimiu, estarei a continuar a cadeia?
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