quinta-feira, 26 de junho de 2014

Apagar

  Estava a viajar pela blogaysfera e deparei-me com um blog que estava para deixar de existir, ora, isto deu origem a um monólogo mental.
  Sim, porque não sei se já vos havia contado, mas há muitas conversas que nem sequer tenho, eu já basto. (deve ser daquelas cenas que nós achamos muito impressionantes devido ao grau de intelectualidade que nos faz parecer ter, mas depois fazemos todos, ou não)

  Eu entendo o porquê de limpar a tralha que acumulámos em momentos menos conscientes, mas não entendo o porquê de demolir a cave inteira, senão para construir uma nova. Porém, memórias não nos devem afligir, porque se tal acontecer significa que não estão curadas. E se não estão curadas, de nada vale a tentativa de extermínio da expressão das mesmas, pois voltarão sempre à nossa cabeça. O que pode e deve acontecer é o arrependimento e sensibilização de algo que escrevemos no passado e que neste momento pode provocar danos a alguém, que têm conteúdo graduados de "ofensividade" não intencionada, devido a várias circunstâncias. Eu já modifiquei e até apaguei posts por tal questão. Muitos deles foram apenas uma tentativa infantil de conseguir mais visitas ou seguidores. Ainda devem faltar alguns, várias opiniões mudaram. Felizmente cresci e já não faço por isso. Este espaço é cada vez mais meu e actual, apesar de ter uma expressão para o exterior.

  Falando em exterior, algo interessante é que quando escrevo aqui por vezes uso o plural para vocês (vêem?), como se fossem multidão, talvez um "tu", um "vês", seria melhor para criar uma relação com o leitor, já que nem são tantos. Terá de vir naturalmente.

  Ah, e só mais outro meu não entendimento, escrevo aqui já há algum tempo, porém só tenho dois seguidores (que no site se expressam apenas como um), será que sou mesmo péssimo a escrever ou a minha vida é das mais desinteressantes de sempre? Se alguém com a dádiva da sabedoria ler isto, pode sempre comentar a razão, só não espere a cave ser demolida, porque quem habita aqui sou eu, quer queira quer não #proud.

Destruir o exterior, a expressão, isolar-mo-nos, não modifica o interior.
O interior é a única base para a evolução, tudo o resto dançará com ele. 
Uma flor de Lotus passa por semente até atravessar o lodo, chegar à superfície, e exibir as suas pétalas.
Porém, nem por isso se esconde, nós sabemos do seu processo.

P.S.: Quero sublinhar que posts antigos (e quanto mais antigos, pior) já não conseguem caracterizar o RevolPan de hoje.

2 comentários:

  1. Percebo o que queres dizer, mas o que me ia levar a apagar o blogue não era isso.
    As memórias não me magoam, mas queria desprender-me, isto é complicado de explicar, porque advém de outras conversas (na vida real).
    Quanto ao facto de só teres dois seguidores, realmente é muito estranho! Deve ser por causa do nome do blogue que não é tão comum...
    Boa sorte!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Foi um thought muito espontâneo que quis passar logo para a web, daí esse resultado, lets say. Quando voltei e li de novo os teus posts percebi que era mais profundo, as frases a 'bolt' foram uma tentativa de emenda, já que a metáfora da flor de Lotus consegue aplicar-se a muita coisa.
      Com este comment e algo que ficou na minha do cabeça, dos teus posts, quase dá aquela ideia que acabaste por criar uma persona que estás a manter, no entanto, que queres abandonar mas que ao mesmo tempo é um refúgio, mas um empecilho para a evolução.
      Porém, como sublinhaste que o caso é complicado para explicar eu não vou estar aqui a tentar adivinhar, especialmente não te conhecendo melhor, pois não só é chato da minha parte como a probabilidade de acertar é pouca.
      Boa sorte a duplicar for you, parece que precisas mais que eu ;)

      Eliminar