(NOTA: Afinal têm os dois a mesma pulseira)
- Podes não saber, mas eu já me seco sozinho.
- E já fazes mais alguma coisa sozinho? - perguntou ao mesmo tempo que me virou para secar as costas.
- Sim.
- O quê...? Ah, acho que já sei. - disse, a passar a toalha entre as minhas pernas.
- Perverso...
Aproximou-se ao meu pescoço e mordeu-o.
- Podes crer... Agora vai para o teu quarto.
Sentá-mo-nos e ele pôs o braço à minha volta, como se estivesse a marcar território.
- Estratégia. - disse como se acabasse de ler o meu pensamento - O poder agrada-lhes.
- Pensava que tu não suportavas hierarquias.
- E não suporto. O ser humano, muitas vezes, adora e precisa de ser guiado por alguém. Eu preferia não ser o pastor deste rebanho, mas se não fosse eu, o mais provável era eles caírem nas mãos erradas.
- Esta é a primeira lição?
- Se tiver a criar o próximo pastor, sim, esta será a primeira lição.
Reparei num rapaz de cabelo castanho aloirado e olhos azuis a olhar para mim que sorriu levemente quando me viu a olhar para ele também.
- Hmm...
- Qual é o nome dele?
- Delio! - chamou-o - Podes chegar aqui?
O rapaz veio apressado e ajoelhou-se.
- Bom dia, senhor. E jovem.
- Delio, este é o meu sobrinho, o Argos, como sabes hoje é dia de caça, gostava que lhe fizesses companhia... ficas dispensado das tuas actividades. Concordas?
- Claro, senhor.
- Então deixo-vos sozinhos e vou preparar-me. - o Caco levantou-se e foi para dentro do edifício.
O Delio sentou-se ao meu lado, silencioso e um pouco envergonhado.
- Olá. - cumprimentei-o.
- Olá.
- ... tens quantos anos?
- 17, e tu?
- 14.
- Chegaste ontem, certo? Então não deves conhecer muita coisa...Queres que eu te mostre o meu lugar preferido?
- Por mim tudo bem.
Era no meio da floresta, com tantas folhas o sol quase que não conseguia passar.
Arrancou duas maçãs de uma árvore e deu-me uma.
- Verde da cor dos teus olhos. - disse a olhar para os meus fixamente - Também gosto da tua pele pálida -tocou-me suavemente na cara e de seguida beijou-me.
De repente, já estávamos entrelaçados, e ele tinha-se revelado uma autêntica fera.
Porém, ele de alguma forma havia percebido que eu não queria avançar tanto, então apenas fez movimentos, e ao raspar-se em mim simulou de tal forma que passado minutos já haviam gemidos a pairar no ar. Mas eu ouvi outro barulho, abri bem os olhos e ao longe vi algo a mexer-se.
- O primeiro a chegar a casa ganha.
- Aind--
- Já estás a perder!
- Estratégia. - disse como se acabasse de ler o meu pensamento - O poder agrada-lhes.
- Pensava que tu não suportavas hierarquias.
- E não suporto. O ser humano, muitas vezes, adora e precisa de ser guiado por alguém. Eu preferia não ser o pastor deste rebanho, mas se não fosse eu, o mais provável era eles caírem nas mãos erradas.
- Esta é a primeira lição?
- Se tiver a criar o próximo pastor, sim, esta será a primeira lição.
Reparei num rapaz de cabelo castanho aloirado e olhos azuis a olhar para mim que sorriu levemente quando me viu a olhar para ele também.
- Hmm...
- Qual é o nome dele?
- Delio! - chamou-o - Podes chegar aqui?
O rapaz veio apressado e ajoelhou-se.
- Bom dia, senhor. E jovem.
- Delio, este é o meu sobrinho, o Argos, como sabes hoje é dia de caça, gostava que lhe fizesses companhia... ficas dispensado das tuas actividades. Concordas?
- Claro, senhor.
- Então deixo-vos sozinhos e vou preparar-me. - o Caco levantou-se e foi para dentro do edifício.
O Delio sentou-se ao meu lado, silencioso e um pouco envergonhado.
- Olá. - cumprimentei-o.
- Olá.
- ... tens quantos anos?
- 17, e tu?
- 14.
- Chegaste ontem, certo? Então não deves conhecer muita coisa...Queres que eu te mostre o meu lugar preferido?
- Por mim tudo bem.
Era no meio da floresta, com tantas folhas o sol quase que não conseguia passar.
Arrancou duas maçãs de uma árvore e deu-me uma.
- Verde da cor dos teus olhos. - disse a olhar para os meus fixamente - Também gosto da tua pele pálida -tocou-me suavemente na cara e de seguida beijou-me.
De repente, já estávamos entrelaçados, e ele tinha-se revelado uma autêntica fera.
Porém, ele de alguma forma havia percebido que eu não queria avançar tanto, então apenas fez movimentos, e ao raspar-se em mim simulou de tal forma que passado minutos já haviam gemidos a pairar no ar. Mas eu ouvi outro barulho, abri bem os olhos e ao longe vi algo a mexer-se.
- O primeiro a chegar a casa ganha.
- Aind--
- Já estás a perder!
Sem comentários:
Enviar um comentário