sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Unicum et Solum - C02P01

  - Salta da cama. Vamos aproveitar o dia.
  Ia-me a levantar, mas ele parou-me.
  - Primeiro, - pegou numa pulseira feita de pedras brancas e douradas. - põe isto para saberem quem tu és. 
  Ele também tinha uma. Levantou-se, afastou os cortinados da janela, e começou a passar para o outro lado.
  - Onde vais?! - corri para ao pé dele.
  - Tomar um banho, lá fora. - olhei e percebi que ele estava a descer por umas trepadeiras que lá haviam, e um conjunto de pedras organizadas que o ajudavam. - Vem, estás à espera do quê?

  A água vinha dum riacho, era muito límpida e conseguiam-se ver os peixes coloridos que por lá andavam, porém um pouco fundo.
  - Tu sabes que eu não sei nadar muito bem...
  - Vá lá, eu estou aqui, não estou?
  Mergulhei. Quando vim ao de cima abracei-me a ele rapidamente.
  - Calma... ainda estás vivo. - tocou-me na ponta do nariz para arrancar um sorriso e passou a mão no meu cabelo. - Já reparaste que temos, os dois, tons avermelhados?
  - Sim... - a reparar também pela primeira vez.
  - Não sais ao teu pai, nem à tua mãe. Impressionantemente és mais eu.
  - Ainda bem.
  - O que queres dizer com isso?
  - Nada, na- atacou-me com cócegas - Ahahah! Na água n- Ahahah!

  - Au! - dei-lhe um soco nas costas para ele parar.
  Ele desapareceu e de repente senti uma coisa a puxar-me para o fundo. Entrei em pânico e comecei a perder ar rapidamente. Quando ele se apercebeu, abriu a boca e colou-a à minha para passar ar e levou-me rapidamente para cima, para as bordas.
  - Nunca... mais... faças... isso... - suspirei a pousar a cabeça no ombro dele.
  - O quê? Afogar-te ou beijar-te?
  - Afogar-me...
  - Ou seja, eu posso beijar-te?

(Estão à vontade para me dar sugestões para melhor completar esta parte)

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