ATENÇÃO: TEXTOS SUJEITOS A ALTERAÇÃO
Estava um dia primaveril, e o sol a tentar espreitar a casa por todos os sítios que encontrava. Começaram-se a ouvir uns passos, que cada vez aumentavam mais o som. De repente a porta abriu."Pai! Acorda!", eu estava a dormir muito bem na minha cama, e uma criança salta para cima de mim.
"Uh? Deixa-me dor...'', adormeço novamente.
"Deixa o teu pai dormir mais um pouco, queres que te vá preparar o pequeno almoço?", ajuda, o meu companheiro, a tentar livrar-me daquela pestezinha adorável.
"Sim papá! Podemos fazer um especial para o pai, já que ele faz anos hoje?"
"Claro fofinho", vão os dois para a cozinha.
Passados momentos alguém volta a entrar no meu quarto...
"Quem é agora?", pergunto eu ao acordar com a porta a ranger.
"Pai", diz uma voz ensonada e infantil.
"Não, esse sou eu.", digo num ritmo animado.
"Não sejas palvo, tive um pesadlelo.", diz tristemente, o mais novo.
"E deixa-me adivinhar, queres vir aqui deitar-te comigo? Vá, anda, mas já disse que não precisas de falar com defeito nos R's", ele vem a correr para dentro da cama e aconchega-se a mim, de certeza que não teve um pesadelo, foi só uma mentira para poder vir para a minha cama.
"Obrigado pai, gosto muito de ti, e parabéns."
"E eu amo-te.", digo sorrindo para ele.
Agora voltam a entrar no meu quarto, e como já se viu nesta casa ninguém sabe bater à porta. E sem pedirem autorização vão logo abrir os cortinados, e eu, claro, fiquei com os olhos encadeados. Aquela vista para a praia era maravilhosa. E rapidamente alguém que adora saltar para cima das pessoas, volta a fazê-lo.
"Parabéns!!!", coitados dos meus ouvidos, respondo com um sorriso.
"Hoje já foram lá fora?"
"Não, estivemos a preparar-te uma surpresa. Ei! Quem é que está aí tapado?! Também quero!",enfia-se rapidamente na cama. O pequenino estava a dormir calmo, o irmão, carinhoso como é, começou-lhe a dar festinhas.
"Eu ainda não sou surdo, mas por este andar... Que surpresa?"
"Eu e o papá preparámos-te uns daqueles crepes de chocolate com muita fruta que tu gostas"
"Sim, por falar em papá, onde é que ele está?''
"Aqui mesmo", diz ele, entrando no quarto, deitando-se ao meu lado e beijando-me. Hoje a cama estava lotada.
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