NOVO UPDATE, em muita coisa, convém ler outra vez
Estou a ressuscitar esta coisinha imatura, já fiz umas edições, e críticas sobre qualquer coisa são bem vindas, até porque algumas podem vir a fazer parte do enredo (com a vossa autorização, of course).
-- Intro --
Olá! Chamo-me Caio, tenho 15 anos e vivo na cidade-escola Lernu. Resido na área Artificij, a mais colorida aqui do lugar, no dormitório Z, piso 1, quarto 9, quer dizer, suponho eu. Este é o começo de um novo ano lectivo, e apesar de ter pedido para ficar neste quarto posso não ter conseguido reservá-lo a tempo. Entrei nesta área no ano passado, já estou no 2º ano deste curso, e por isso já deveria saber mais ao menos o que me espera, digamos apenas que nesta escola, melhor, neste mundo, nunca se sabe o que pode vir a acontecer, a imprevisibilidade cósmica que dá valor à vida. E agora, um momento, já volto a falar com vocês...
-- Capítulo 1 - Parte 1 --
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Origin 0015 - ouviu-se dentro e fora da estação.
- É o código da Noruega, não é? - perguntei a um amigo meu que me fazia companhia, o Kirran.
O Kirran partilhava quarto comigo, mas como seguiu Audiovisual preferiu mudar-se para o dormitório Y. Um islandês loiro e de olhos azuis.
- Acho que sim, achas que o Attin veio neste?
- Provavelmente... vou telefonar-lhe - tirei o tablet da bolsa - Contactos, Attin, Chamada de Vídeo...
Passado 2 segundos:
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Hallo! - disse o rapaz pálido, ruivo, cheio de sardas, com uns olhos doces e verdes -
Already here! Where are you guys?
- Outside the station, do you want any help with the bags?
-
Oh, that would be cool! I'm close to the bar.
- Comin'! - desliguei e começámos a andar.
A arquitectura da estação era toda muito clean, composta por paralelepípedos, do lado de fora estava pintada de preto e branco, e ainda existia um espaço verde com uma grande fonte incluída. Lernu foi a primeira cidade-escola da confederação depois da
chAnge, daí esta estação concentrar uma grande mistura de marcas. Na altura da inauguração toda a juventude do agrupado do momento foi convocada para colorir este ponto de conexão, o que resultou na maior explosão de tons e expressões dentro do seu interior.
Entrando na estação temos à nossa frente as bilheteiras, do lado esquerdo o bar, e do lado direito as casas de banho, e por trás das bilheteiras a terminal.
E lá estava ele, o Attin, carregado com uma mala de viagem e duas mochilas.
Mal nos viu, veio a correr abraçar-nos:
- 2 meses sem vos ver, já me estava a passar! - disse com um sorriso enorme na cara.
- É, eu estou a sentir as tuas saudades cá em baixo - desfez-se o Kirran, começando-se logo a rir.
- Parvo! - largou-nos rapidamente.
- Wow! Não me digas que andaste a fazer musculação, 3 malas, grande progresso!
- Tão engraçadinhos que vocês são, agora peguem nisto e ajudem-me.
Eu e o Kirran pegámos na mala, e o Attin levou as duas mochilas. Caminhámos até chegar ao AutoHidro, um carro, não dos mais recentes, movido a hidrogénio, recuperado pelo Mar, um amigo da área Scientificus, para suportar a leitura dos sensores inteligentes das estradas, e assim poder andar em modo automático. Atirámos tudo para a bagageira, e de seguida liguei o carro.
-
Welcome! City recognized! Where do you wanna go?
- Lernu Square.
-
Do you wanna go to Lernu Square? Please confirm.
- Yes.
-
Lernu Square selected ~ 5 seconds to start
- Entrem, 5 segundos! - sentaram-se os dois lá atrás
-
Four
- Epah, eu ainda não sou motorista...
-
Three
- É da pressa... - murmurou o Kirran enquanto tocava na mão do Attin.
-
Two
- É da pressa é... Não quero nada aí atrás.
-
One ~ Moving
- Nós aguenta-mo-nos, desde que continues a falar connosco.
- Claro, claro, não se preocupem. Então já pensaram onde é que se vão entreter este ano?
- O Kirran vai estar por trás das câmaras na LernuTV, eu vou para a MusiCaffe dar uso aos meus dotes culinários, e tu?
- Same, neste caso cantar, assim já somos dois.
- Só falta saber do Gav... - sorriu matreiramente o Kirran.
- Da outra vez ficámos a fazer investigação na biblioteca, mas é provável juntar-se a nós, ele gosta de organizar tudo e mais alguma coisa, para além de tocar bateria.
- Ou gosta de quem vai estar lá... - reaveu um olhar perverso.
- Também. Se fosse a ti deixava de tentar ser o Macho Alfa da alcateia, até porque ele só existe na tua cabeça. - desabafei e o Attin soltou um riso.
- Obrigado, também não era preciso seres assim tão duro. - resmungou o Kirran.
- Sabes a diferença entre mim e um psicólogo? É que eu tenho de lidar com as tuas acções directamente dirigidas a mim.
- Foi merecido, não te faças de vítima. - disse o Attin dando um soco leve ao Kirran.
-
Arrived
- Já chegamos, agora vamos é sair do carro e ir ao Lernu Council ver onde ficámos. - disse ele, disfarçando o seu estado com a ansiedade por saber qual seria o seu novo quarto.
Meti o carro em standby, e saímos.
Lernu Square, a praça que se situava no centro da cidade, e no centro da praça permanecia uma estátua de uma árvore sem folhas, num dos ramos da mesma, uma coruja, o símbolo da sabedoria. A rodear a estátua, no chão, estavam os quatro pontos cardeais. A Norte da árvore estava o LC, a Este estava a sede mundial da International Students Association, a Oeste os escritórios da Mundial Education Cooperation, a Sul um posto da International Anarchist Confederation.
Fomos directos ao LC informar-mo-nos sobre o quarto, e aproveitámos para preencher o pedido de emprego. A robotização substituiu a maior parte das ocupações burocráticas, um computador pede-nos o nosso cartão e a nossa impressão digital como método de segurança para depois podermos aceder a um menu com várias opções, uma delas a aceitação de residência, outra, a selecção de emprego.
No começo das aulas há sempre pouca gente a trabalhar, só no terceiro dia é que os postos começam a ser ocupados. Nesta cidade composta principalmente por alunos, faz-se questão que haja contribuição, para depois podermos ter os benefícios de estudante. Não é algo que seja incompreendido, já que somos seres éticos e conscientes da interdependência, tanto que foi aceite de bom agrado, parte do acordo inicial. O nosso cartão de estudante também acumula horas de trabalho, o esperado é chegarmos até às 40 horas, acabamos por fazer sempre mais pois o que escolhemos costuma estar sempre relacionado com os nossos interesses e gostos.
- Fiquei no Z19!
- Eu também!
- Y14! Entrei no Y!
- Olha que ele agora troca-te num ápice...
- Não troco nada... vamos continuar a sair, ou não? E até vos faço umas visitinhas...
- Tenho cara de posse? - disse o Attin, zangado com o Kirran.
- Oh mas foi ele-
- Não sabes corrigir?
- Come on... - aproximou-se para beijá-lo
- I forgive you - beijaram-se
- That's lame-
- Vá anda cá - envolve-mo-nos em roda e abraçá-mo-nos colectivamente
- but cute -finalizei.
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| Kirran |
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| Attin |