Sinceramente não tenho escrito aqui muita coisa, my fault.
Guess what, não fui ao Arraial Pride '14.
Razões da minha ausência neste evento:
- tenho 15 anos (apesar de fisicamente aparentar uns 18-19) e a minha família, andando eu numa escola em Lisboa, ainda fica escandalizada quando eu saio à tarde para o Rossio
- os comboios da CP acabam à 1:08 (no Rossio at least)
- não me assumi a todos e iria dar para perceber que estava no Arraial [penso que aos 16 anos e no 11º da Arroio (pode não ser boa ideia, é o pior ano de lá) vou ter mais poder para o fazer, não consigo explicar muito bem, é mais algo que sinto]
Porque é que eu queria ir?:
- falaram-me bem daquilo
- o cartaz parecia bom
- billions of arroianos
- a minha friend feminista do GDAA ia, e eu amo muito falar com ela, she gets me! Tanto que ela mandou-me um sms a perguntar se eu estava lá, expliquei-lhe os porquês e ela entendeu, porém fiquei ainda com mais vontade de ir
- tinha estado na Baixa à tarde, por razões que não serão mencionadas (
easy identification), passei por lá, aquilo ainda estava morto (óbvio), e sendo assim fui para o comboio... senti um aperto dentro de mim a dizer que devia voltar para lá, para sair em Campolide, trocar de linha, Rossio, e dar umas voltas... senti que naquele dia ia estar alguém importante para o meu desenvolvimento por aquelas bandas, parecia que tinha acabado de destruir um plano cósmico. Pensei para os meus botões "Se é assim tão importante, esta não será a última oportunidade", e segui viagem
Razões para não ir:
- digamos que não sou propriamente o mr. drogas (licitas e ilícitas) #straightedge, e por isso não vibro muito bem com ambientes dessa dimensão
- tenho más relações com a ILGA
- indivíduos imaturos e escravos modernos não assumidos que só querem festa não são a melhor companhia, but, still love you guys <3
Qualquer um que neste momento ache que eu não me sei divertir, engana-se completamente, tanto que os que me conhecem sabem que muitas vezes eu aparento estar pedrado ou bêbedo, tem tudo a ver com frequência e foco mental. A luta contra a escravidão, a devoção à ética, a emancipação a todas as esferas, são os únicos meios para uma experiência no presente preenchida e feliz, sem necessidade de substâncias desnecessárias e atos opressores directa ou indirectamente.