sábado, 26 de abril de 2014

Fascismo nunca mais

  Já que passei 2 dias seguidos em Lisboa, no dia 24 na coluna anarcho-queer "Capitães Queer", perto da faixa das Panteras Rosa, concentração Todos os Rios Vão Dar ao Carmo. Dormindo lá, e acordando para um 25 de Abril novamente no Carmo e depois as comemorações da Liberdade na avenida com o mesmo nome, o post do famoso dia em Portugal arrives today.
  As manifestações continuam a comover-me, o sentimento de reunião por uma causa é grandioso, saber que não estamos sozinhos e que ao mesmo tempo também estamos a ser solidários com quem está em pior estado que nós é emocionante e gratificante.
  Muitos dizem: "Para quê tanto protesto, nada vai mudar." Esta afirmação não só é reaccionária e ignorante como está errada cientificamente falando, a única coisa que permanece estável é o estado de mudança. Se não nos movimentarmos somos também bem manipulados. E eu não vou à manif para fazer com que as coisas mudem, vou para receber doses de energia revolucionária para continuar o processo de rebelião mental.
  Acho engraçado o monte de gente que não comemora este dia, nas ruas, e por escolha própria (é claro que compreendo quem não tem capacidade de mobilização física). O acontecimento que se comemora deu-nos litros de inovação, de criatividade, de felicidade, de mudança. Eu não poderia ter este blog se não tivesse havido 25 de Abril. Talvez nem internet, e com certeza não poderia andar na António Arroio. Vocês, jovens da minha faixa etária, ainda teriam apanhado réguadas pelo vosso mau comportamento, o que é totalmente anti-pedagógico. Os imigrantes todos que existem em Portugal não estariam aqui muito provavelmente, o direito à habitação teriam-no em barracas.
  A desculpa de não o comemorar pois "se não tivesse havido 25 de Abril havia 4 de Julho" é irrelevante, pois é claro que assim secalhar também não houve 1 de Março e daí termos tido 25 de Abril. A comemoração baseada em tempo é irrelevante, não é o dia do ano que é comemorado, é toda a sua carga histórica, de mudança positiva, e a simbologia.
  Tanto que se eu comemorasse o 25 de Abril pelo acontecimento em si teria de não o comemorar, pois sou constantemente relembrado pelo meu conhecimento que os média estão se sempre a referir a um golpe de estado e não a uma revolução, pura jogada deles. Eu não comemoro a intervenção militar, eu comemoro a desobediência civil que se seguiu ao golpe, a reforma agrária, a despropriação, a saída das pessoas à rua sem o consentimento dos militares. Se eu comemorasse a intervenção militar, era um mero autoritário, e um apoiante de egoístas, pois só se revoltaram porque já estavam a sentir na pele o que o resto de Portugal sentia, com excepções, e bem isto é discutível e não nos ajuda em nada.
  E também não o comemoro pela perfeição que existe nestes dias e esta liberdade e igualdade toda, ambos sabemos que não é essa a actualidade. Comemoro o melhor que estamos, porque estamos melhor, quer queiram quer não, e comemoro a esperança de melhorarmos cada vez mais.

  Que quem não comemorou este ano, comemore no próximo.
  Feliz dia 25 de Abril

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Tá-se tudo a passar

  Não, este não é um post sobre o WTF da Optimus.
  O título deve-se apenas a alguns episódios deste período de tempo próximo.

  Eu a comer um iogurte grego just like a freak, e com batata palha ao lado, uma pessoa a tentar ser saudável e a pessoa que gere o orçamento alimentar não deixa de comprar produto animal e fucking fritos. Eu dou-me perfeitamente bem com vegetais, frutos secos, fruta, tudo e mais alguma coisa de soja, arroz, aveia, amêndoa... Respeitem-me opressores!

  Estive este fim de semana todo no omegle e no kik (app/rede social) a falar com gajos e algo mais, alguns fixolas outros nem tanto. Tudo porque o outro fdp voltou à minha cabeça, e não resistindo ao desejo, foi este o escape que arranjei. Acho que vou ter de falar com ele... sinto que as cenas não estão resolvidas. Também sempre que falo com ele percebo logo que aquele puto não evoluiu, e volto-me a afastar...
  No omegle havia um gajo aqui da linha de Sintra mesmo fixe, tivemos uma conversa awesome, pena que se desconectou.
  Porém, ainda bem que isto tudo está a acontecer, pois a vontade de conhecer novas pessoas está-me a picar novamente, e se conhecesse non-straighties de fora da Arroio seria óptimo, non-straighties simplesmente porque devem haver poucas gajas, especialmente em Portugal, a querer aprofundar uma relação com um pansexual excêntrico e todo amor livre, bem mas se eu existo também devem existir outr@s. Acho que fui uma beca preconceituoso, não? Desculpem lá que não é por mal.

  Não escrevo assim, em massa, à muito tempo, daí isto estar desorganizado.

  Sempre que escrevo aqui lembro-me dos meus posts à la pita, perdoem-me à grande, please

  E a comunidade gay adolescente portuguesa online está assim tão dissipada? É que até dá vontade de ser maior de 18 para ir pos clubs em Lisboa. Comuniquem pah!

  Beijes nus ombres, divirtam-se com o vide abaixe: